Notas Iniciais: Infelizmente não tivemos um especial de fim de ano, mas estou feliz de conseguir continuar a história e lançar o capítulo 12! Estamos prestes a entrar em uma nova fase e esse capítulo marca isso, espero que gostem!
Capítulo 12: Vamos
Eletrizar juntos?!
Um dia após o
contest, logo em frente aos bancos vermelhos e acolchoados acoplados nas
paredes laterais da recepção do centro pokemon estavam Wally, Hop e Isabel. A
mulher lançava um olhar surpreso ao galariano de costas para as portas do
hospital.
“Tem certeza
que você já vai? Eu preparei algumas coisas para fazermos em Mauville antes de
eu voltar pra Verdanturf, não quer vir com a gente?” Convidou Isabel com um
olhar terno.
“Agradeço o
convite dona Isabel, mas, sinto que preciso...pensar em algumas coisas sozinho”
Hop explicou mostrando a palma das mãos diante da sua escolha de palavras.
“Já tem algo
em mente pro próximo contest? Estou pensando em competir em Slateport” Wally
comentou sorrindo, a conquista do dia anterior ainda inflava em seu peito.
“Acho que vou
tentar ir lá também...mas devo decidir no caminho” Não queria continuar o
assunto, mas o garoto de pele negra também não queria demonstrar seus
sentimentos.
“Você está
bem?” Foi a florista quem perguntou lançando-o um olhar que parecia refletir as
palavras as quais ele estava tentando esconder.
“E-Estou sim!
Até mais!” Hop forçou seu sorriso clássico, levantando uma mão com um
tchauzinho enquanto se despedia.
Mãe e filho
acompanharam o abrir e fechar das portas do centro pokemon enquanto Hop passava
por elas com um andar apressado. O centro pokemon da cidade do progresso
parecia o mesmo todos os dias: cheio de treinadores e pessoas aqui e ali de
modo que nunca estava vazio.
Foi apenas por um segundo, mas a energia do local vacilou com um breve piscar que não afetou a maioria dos equipamentos. No entanto, os painéis de atendimento da Enfermeira Joy iniciaram um processo de reinicio devido ao apagão recente. O que atrasou o atendimento e uma fila logo se formou no meio da recepção.
“Você
programou atividades para hoje? Não é meio estranho estarmos nos divertindo
enquanto...ela ainda nem acordou?” Wally virou a cabeça para a esquerda
voltando-se para a mãe. Seu olhar fraquejava com uma preocupação inerente.
“Queria que
ela estivesse conosco, para que aproveitássemos juntos...mas infelizmente não
posso prever como as coisas vão continuar e estamos aqui vai fazer 3 dias.
Ficamos com ela todo esse tempo, então acho que merecemos um pouco de diversão”
Revelando seu ponto de vista da situação, sua mãe sorriu de forma calma.
Ela havia
planejado esse roteiro quando decidira assistir ao contest do filho, como uma
forma de tentar reaproximar tanto dele, quanto de Audino. A forma como ambos
haviam deixado a casa em um clima de briga a afetaram durante o tempo em que
passou sozinha. Nos dias que seguiram uma culpa amarga a consumiu de modo que
parecia envolver dos móveis ao chão da casa.
Sentia que
devia fazer um esforço em melhorar as coisas para limpar a nuvem cinzenta
pairando acima da relação entre os três. Era agoniante não poder falar com
Audino, mas já que estava ali, poderia pelo menos começar a resolver as coisas
com o filho.
“Ela nem me viu chegar à final do contest...espero que ela acorde logo para que eu possa contar a ela!” Desejou o garoto baixando a cabeça enquanto os ombros repetiam o mesmo movimento.
“Tenho fé em
Arceus que sim, meu filho. Mas também precisamos estar bem para recebe-la,
então vamos tirar esse tempo para recarregarmos nossas baterias!” Isabel
flexionou os joelhos, ficando na altura da visão do garoto, finalizando sua
frase com um sorriso.
“Bom...acho
que tem razão, podemos tentar. Acho que Ponyta e Oddish também merecem um descanso hoje” Decidindo dar uma chance, Wally levantou a
cabeça disposto a tentar algo diferente.
Na fonte com
formato de Magnemite, ficando bem de frente para aqueles que saiam do centro
pokemon. Pichu estava sentado no gramado sintético em volta do monumento com as
orelhas baixas, sem esperanças de encontrar o que procurava. Fazia três dias
que rodava pela cidade em busca das águas do lago, nas quais costumava admirar
seu reflexo e acompanhar as ondulações.
“Acho bom
estar preparado,Wally, hoje vamos andar por todas as áreas! Preparei várias
atividades para fazermos!” Ele ouviu uma mulher de cabelos trançados dizer a um
garoto de cabelos verdes.
“Misericórdia,
você está muito animada, podemos ao menos antecipar o sorvete do segundo andar
pra dar energia?” Wally perguntou com os olhos baixos já prevendo o cansaço do
dia.
“Tudo bem, mas
quero você sorrindo depois se fizermos isso” Ela retrucou.
As orelhas do
rato elétrico começaram a se movimentar e levantar a medida em que um
pensamento estalava em sua mente. Se eles iriam andar pela cidade inteira,
então ele teria uma chance maior de encontrar o local que procurava se os
seguisse. E foi o que decidiu fazer agitando as patinhas para seguir aqueles
dois.
Enquanto isso
às 6 da manhã no terceiro andar do Space Center, em Mossdeep city, Liza
observava o quebrar das ondas abaixo, levando uma mão a boca para conter um
bocejo. Estava em uma sala de projeção com cadeiras de MDF enfileiradas, a logo
do centro espacial destacava-se no acolchoado das costas de todos os móveis.
Esse cômodo era utilizado para apresentar projetos, mas hoje seria sua sala de
aula.
“Bom dia, Liza,
vejo que chegou cedo para a continuação do módulo” Disse o professor, um senhor
alto e esguio, utilizava um óculos grande que parecia aumentar o alcance do seu
olhar.
“Sabe que só
estou fazendo isso porque sou obrigada. Se dependesse de mim estaria ajudando
nas atividades de pesca ou treinando batalhas ou fazendo qualquer outra coisa”
Ela comentou ainda sem olhar para o homem, este baixou a cabeça disfarçando um
sorriso.
“Sei do seu
desprezo por essas aulas e do seu espirito revolucionário, mas se me permite
acho que deveria abrir um pouco seu olhar” Ele comentou enquanto conectava um
cabo da mesa no seu notebook, tateando pela mesa agarrou o controle e o ergueu
acima ligando o projetor.
Preferindo
manter o silêncio, Liza afastou-se da janela, percorreu os corredores formados
pelas cadeiras e tomou como assento a cadeira central da primeira fileira. A
luz do projetor estabilizou-se em uma apresentação sobre transformação de
energia, tópico que fez a garota revirar os olhos.
“Está ansiosa
para a classificação dos ginásios? Soube que você e seu irmão viajarão hoje à
noite para Lilycove” Começou o homem enquanto conferia o material na tela de
seu aparelho.
“Se quer puxar
assunto, não estou interessada, vamos terminar logo com isso” Liza respondeu
descruzando os braços e abrindo o caderno em sua mesa, retirando do estojo uma
grafite roxa.
“Bem, durante
esse módulo você aprendeu a história de construção do Space Center e seus eixos
de pesquisa, pode nos recordar?” Pediu o estudioso estendendo uma mão a ela.
“O Space Center foi um acordo entre a Devon e a associação de pesquisa de Hoenn, e é subsidiado também pela liga pokemon. Aqui realizamos pesquisas acerca do espaço devido à localização privilegiada da ilha e os eixos de pesquisa estão centrados em inovação, desenvolvimento e energia” Ela respondeu relembrando os conceitos.
“Muito bem, e
hoje como último módulo iremos falar sobre transformação energética. Nosso
principal objetivo é tornar Hoenn uma potência na corrida espacial e em poder.
Outras regiões como Galar utilizam a energia do Dynamax abundante na região,
Kalos possui a infinity energy, mas aqui em Hoenn ainda não avançamos em uma
energia propriamente nossa” O professor iniciou seu discurso e a garota
estreitou o olhar tentando manter a concentração.
“Tornar uma
potência? Em que sentido?” Liza perguntou já com o pressentimento de que não
gostaria da resposta.
“Bem, se
entrássemos em guerra com Galar, quem você acha que venceria? O que separa
Unova de nos atacar com sua energia do sonho? Diplomacia?” Questionou o senhor
enquanto passava o slide para o próximo tópico que explicava como o space
center gerava energia a partir dos recursos naturais.
“É disso que
se trata? Não estamos conseguindo gerar energia natural para sustentar esse
prédio?” A líder de ginásio perguntou.
“Você ainda é
bastante ingênua para entender a complexidade dessa situação, mas para Hoenn,
apenas a energia natural não é o suficiente. Não conseguimos aproveita-la em
batalha” Explicou o homem.
“Em batalha?
Como meus pais foram fazer parte disso? Achei que as pesquisas buscavam
encontrar no espaço uma forma de melhorar a vida das pessoas!” Enfurecendo, seu
tom de voz acompanhava o fechar de seu punho em torno da grafite roxa com
figurinha de Lunatone.
“Brandy Almeida e sua mãe Layla Almeida foram precursores em montar a leitura energética das estrelas. Graças ao trabalho deles com os Minior descobrimos que os meteoros geram grande força. O suficiente para sustentar a dieta de Rayquaza e que a energia deles transcende qualquer leitura registrada em Hoenn” Ele informou mantendo o mesmo tom de voz de quando entrou na sala, o que a irritava ainda mais.
“Como você
consegue? Como consegue fazer parte de um projeto desses que não está agregando
em nada para a vida das pessoas?” Liza o questionou diretamente, o homem voltou
a sorrir, mas sua expressão enrijeceu em seguida.
“Sabe, todos
os pesquisadores falam sobre você. Como você é difícil de lidar e seu irmão é
talentoso, sabia que o projeto de iniciação cientifica do seu irmão está
colaborando em uma forma de traçar o curso dos meteoritos e prever sua queda
dentro da órbita?” O professor disparou e a garota sentiu aquilo lhe atingir
como um soco no estomago.
“Não é culpa
minha se Tate gosta de ser exibido” Ela respondeu cruzando os braços
institivamente, enquanto o senhor apoiou as costas das mãos na lombar, passando
a caminhar pela sala.
“Você sabia
que o objetivo do Space Center no momento é achar um jeito de coletar os meteoritos antes
que colidam na litosfera? E você sabe o porquê? Porquê dessa forma eles
concentram mais energia” Ele caminhava com as mãos para trás como quem anda por
um jardim.
“Aonde você
quer chegar?” A líder de ginásio o acompanhava com o olhar, não pretendia
baixar a guarda.
“Você não sabe
de nada, admiro seu espirito, mas como quer começar uma revolução sem saber
nada sobre seu principal oponente? Uma guerra sem conhecimento de causa é
apenas pirraça” Ele parou de costas enquanto pronunciava as palavras. Ela não
conseguia ver o seu rosto e o que pretendia com aquele comentário.
Mas as
palavras foram certezas. Ela sempre fizera questão de se manter afastada
daquilo, nunca gostara do mundo das pesquisas e do trabalho dos pais. Quando o
ginásio foi entregue a eles, utilizou o tempo para melhorar em batalha enquanto
Tate fazia os dois.
“E-Eu estou
conhecendo a ilha! Essas pessoas, elas não estão sendo beneficiadas em nada
pelo que o centro espacial tem feito!” A garota disparou.
“E você alguma
vez já parou para ouvir essa gente de verdade sem apenas inflamar seu ego por
justiça? Ou tudo o que faz é ajudar sua amiga a vender, pegar jornais que eles
dão de graça pra você porque você é a filha do líder desse lugar. Deixe me pensar, você vê
os pescadores trabalhando, mas sem mover uma palha para lutar por qualidade em
seus serviços, enquanto se esconde na sua praia particular, acertei?” Ele
virou-se para ela com uma sobrancelha arqueada e uma expressão surpresa.
Ela iria abrir a boca para
confrontar, vasculhou em sua memória algo que a ajudasse, mas não estava
obtendo sucesso. Lembrava de ver a comunidade Clamp de pescadores que recolhia conchas
abandonadas de Clamperl evoluídos, as embarcações estavam prejudicadas pela
ação do tempo e ela nunca fizera nada a respeito.
Teve a vez que um duto de
resíduos do Space center rompeu e contaminou a área da vegetação principal da
ilha. Lembrava de ter dito algo ao pai. Mas não sabia o que eram aqueles
resíduos e nem as pessoas que foram afetadas por essa situação.
Passou a ajudar Eleonor a vender
as coisas para fugir das aulas do space center. E quando Bruniel a confrontou a
respeito do evento do Space Center, ela não sabia do que se tratava e apenas
abandonou o local por vergonha.
Todas as suas lembranças não
passavam disso: memórias, não houve qualquer ação.
“Você tem a capacidade de se
apropriar desse conhecimento para combater seu inimigo, propor projetos,
qualquer coisa. Mas você se mantem parada em suas próprias convicções. Aposto
que você nem sabe o meu nome” Afirmou o sujeito.
“É-é verdade...eu não lembro mais
o seu nome” Balbuciou a garota mantendo os olhos abertos e contendo lágrimas
que ameaçavam cair ao sentir-se desarmada.
“Eu sou Silvio, muito prazer! Não
desgosto de você Liza e fui o único que se ofereceu para ministrar esse curso.
No entanto, precisa se esforçar se quiser pelo menos ser capaz de alcançar seu
irmão, dito isto, quer saber como utilizamos a energia natural aqui?” Silvio
sorriu apontando para o slide.
“Pode falar” Foi o que ela
respondeu.
O tour dos dois moradores de
Verdanturf andava a todo vapor, Isabel arrastava Wally por toda a cidade
tentando aproveitar o melhor de Mauville. Começaram indo ao segundo andar da
cidade, onde ficava o famoso sorvete de Mauville, no entanto, algumas coisas
estavam diferentes.
“Ué, o que aconteceu com o vendedor que ficava aqui?” O
menino perguntou enquanto observava ao redor o novo quiosque decorado com uma
placa com cristais no mesmo padrão do corpo de um Vanilite.
“Foi tirado daqui com o novo plano de zoneamento urbano de
Mauville, e eu assumi o negócio com uma franquia de Castelliacones, que tal
experimentar?” O homem utilizava um chapéu com dois olhos do pokemon sorvete
ilustrados, com a mão revestida com uma luva de plástico abriu o congelador e
demonstrou o produto.
“Bom, acho que não vai fazer mal experimentar, me veja dois
por favor!” Isabel disse retirando o dinheiro da bolsinha que usava.
O garoto ficou triste com a ideia de nunca mais experimentar
o sorvete que tomou ali com Hop, mas preferiu dar uma chance ao menos naquele momento. O sorveteiro com seus braços longos utilizou um
boleador em concha para modelar as bolas do sorvete e servi-los em seguida numa
taça onde a fumaça gélida esvoaçava num toque elegante.
Mãe e filho se sentaram nos bancos da praça enquanto Ponyta e Oddish corriam pelo gramado em uma brincadeira muito mais divertida para a unicórnio do que para a planta que parecia reflexiva. Oddish ainda pensava na nota que havia recebido e como poderia dançar de forma melhor.
"Dish Oddish" Sentado sobre os próprios pés, ela suspirou com seu conflito interno. Suas folhas também voltavam-se para baixo.
No momento em que Ponyta percebeu a amiga parada, relinchou e atirou um punhado de terra em seu rosto, a planta se irritou e começou a correr atrás da psiquica que gargalhava. Isabel, enquanto isso, reparava nos pinheiros e a vegetação rasteira que compunha o cenário que ambas corriam, achando estranho não haver nenhuma flor.
"As coisas não me parecem muito naturais aqui" A mulher comentou com o filho.
Apesar do cenário sugerir uma integração com a natureza, o ar ali era pesado, o que incomodava Wally que precisava de um
esforço um pouco maior para respirar.
“Está ansioso? Vamos provar juntos!” Isabel sorriu erguendo
a colher.
“Tudo bem, no três” Wally também abriu um sorriso tirando
uma colherada do sorvete.
“Um”
“Dois”
“TRÊS!” E ambos fecharam a boca sob a colher ao mesmo tempo,
com a mulher sorrindo imediatamente com o frescor combinado com a sensação
gelada e doce que preencheu sua boca.
Por outro lado, Wally não pareceu muito impressionado,
lembrava de fato a mistura feita por Urbain no Day Care Sapphire. No entanto,
ao olhar sua mãe naquele momento, ela estava se divertindo e ele percebeu que
também estava aproveitando.
Olhava ao redor: uma garota passeava com seu pai e uma skitty, pessoas se divertiam em máquinas de prêmios com pelúcias e turistas observavam através dos binóculos na parte do mirante as outras rotas que culminavam em Mauville. Era possível ver um pouco do Mt. Chimney dali, caso olhasse mais ao sul veria a ciclovia que levava a Slaeport, lugar do seu próximo contest. Pensando em contest, ele realmente havia competido em um.
“Sabe, hoje é um dos poucos dias em que tudo parece correto.
Me tornei um coordenador, cheguei até a final e estou aqui com você...fazia
tempo que não sentia essa paz” Ao final da fala, ele soltou o ar que apesar de
pesado soou mais leve do que de costume.
A mulher arregalou os olhos por um momento ao ouvir as
palavras do filho, e então, voltou a compostura. Ela sentiu o início de algo
novo para ambos naquele momento, a sensação que teve no contest voltou ao seu
peito como um broto que agora possuía pequenas raízes. Será que ela também
poderia fazer algo novo?
“Sabe eu também sinto algo parecido...pensei inclusive que
talvez eu...” Ela começou sem saber como contar aquilo, mas Wally continuou seu
pensamento sem olhar para ela.
“Eu achei que não conseguiria, achei que não passaria da
primeira fase, achei que perderia na primeira luta e na final...eu realmente
acreditei que venceria! Foi incrível poder sentir isso de verdade, acreditar em
mim” Lágrimas brotaram em seus olhos com a constatação enquanto ele sorria. Sentia
em seu peito o desabrochar de algo.
“Isso é muito bonito, meu filho, eu fico feliz que tenha se
sentido dessa forma! Parece incrível competir por algo dessa forma, até me
imaginei competindo em algo por um instante” A mãe soltou de forma
despretensiosa.
“Você? Acho que não, você sempre preferiu a calma da
floricultura, é difícil imaginar você dessa forma” Ele se voltou para ela
rindo, sem considerar aquilo como uma possibilidade real.
“Acho que você tem razão...” Ela disse.
Os dois não perceberam, mas o roedor elétrico continuava espreitando os dois por detrás de um dos Pinheiros. Ele escutou quando ambos decidiram ir a área de mídias digitais, pois Isabel queria visitar o local de gravação de seu programa de receitas preferido: Cozinhando sem mãos com Wooper. O programa era apresentado por Emilia uma cozinheira de Jotho que se mudara para Hoenn e fizera carreira na região.
Liza apertou os joelhos contra o peito enquanto enfiava a cabeça entre eles e fechava os olhos. Nos degraus da escada que dava a entrada para Mossdeep, refletia sobre as palavras que ouvira hoje.
“Precisa se esforçar se quiser pelo menos alcançar seu
irmão” Foi o que Silvio dissera. Descobrira acerca das turbinas hidrelétricas que
captavam a água para o space center. Seu modo de funcionar inibia a vegetação
da ilha e afastava os pokemons que costumavam vir aqui.
No entanto, os pesquisadores até possuíam projetos para
cultivar espécies que fossem compatíveis com as novas condições criadas por
eles, mas não estavam nem perto de serem continuados. O que para Liza não
parecia lá muito promissor.
Levou a mão ao ouvido quando um zumbido estourou por ele e
cessou em seguida.
Não havia tido desafiante para enfrentar hoje e também não
teve coragem de ir ao mercado municipal. Estava presa nas palavras que havia
ouvido antes, sem saber o que faria ou como faria suas ideias acontecerem ao
invés de ficar travada em tentar se provar como certa.
“Vamos para Lilycove hoje à noite, ainda tem algo que eu
possa fazer?” Questionou, suas palavras levadas pela maresia que preenchia sua
respiração.
Virando de costas podia ver a
cidade acontecendo agora perto das quatro da tarde. Crianças corriam e
empinavam pipas passando por turistas que terminavam seu tour no space center e
iriam para os hotéis administrados pelo centro espacial em parceria com a Devon.
No entanto, a garota se sentiu
atraída por alguns deles que foram em direção a mercearia do Nonato, um senhor
que administrava aquele estabelecimento havia anos. Sendo tanto um comércio,
como um bar e funcionando como ponto de encontro para os moradores e
pescadores.
O local possuía uma fachada feita
de uma cocha de retalhos coloridos que se assemelhavam a uma rede de pesca e
duas entradas laterais. Dentro e bem ao fundo ficava um balcão de madeira de
ponta a ponta, onde eram servidos as bebidas aqueles que se sentavam nas
cadeiras altas e acolchoadas. Do outro lado, ficava a parte da mercearia com
artigos de pescas, farinha produzida na ilha e demais insumos distribuídos em
guichês.
Eram quatro horas da tarde, o que
significava que os pescadores estavam quase para voltar da pesca de hoje. O que
justificava o local estar fervilhando de outros pescadores que bebiam, mulheres
e homens que cuidavam de crianças e esperavam seus parceiros voltarem do mar.
“Ahram!” Um dos turistas limpou a
garganta tentando atrair a atenção da garçonete que atendia uma das mesas do
centro do local.
“Algum problema...senhor?” O
atendente responsável pela área da mercearia abordou o sujeito.
“Estamos aqui faz quase 2 minutos
e nenhum de vocês teve a coragem de nos abordar, é assim que vocês tratam os
turistas?” A moça que o acompanhava reclamou.
“Desculpe, é que como pode ver, hoje está cheio e acabamos não percebendo, o que vão querer?” O rapaz de pele bronzeada e corpo robusto, exibiu um sorriso amistoso tentando contornar a situação.
“Queremos um Dry Wepear, ouvimos
que é uma bebida famosa em Hoenn” Seu tom de voz não agradava Liza que se
mantinha na entrada do estabelecimento observando a situação.
“Me desculpe, senhor, mas essa
bebida é mais comum em Lilycove, aqui não vendemos dela não” Ele respondeu e
logo o olhar do cliente o focou carregado com um julgamento explicito.
“Nossa como assim?! Essa bebida
está em todos os panfletos divulgando Hoenn! Vocês tem sorte do Space Center
estar aqui e fazer alguma coisa por essa ilha, pois o atendimento de vocês é
péssimo!” A mulher reclamou sobre o ocorrido jogando as mãos pro alto num ato
de desistência.
“Parece até bonito o lugar, mas
olhando pras pessoas aqui já dá pra ver o porquê não está conservado” Seu
acompanhante complementou e as palavras logo atraíram o olhar de todos
presentes.
Os olhares dos moradores, que
antes estavam sorridentes, confraternizando uns com os outros. Agora fitavam o
casal que devolvia o mesmo desprezo. A animosidade do local parecia elevada, as
mãos da garota tremeram sob a parede a qual apoiava para escutar a situação.
Precisava ser agora! Ela
conseguiria? E se dissesse algo errado? Liza respirou fundo, era agora: esse
momento podia virar algo ou apenas uma memória. Retirando a pokebola de
Gardevoir e a levando ao peito, como se pedisse por forças naquele momento.
“Por favor, peço que não trate a
comunidade da minha cidade dessa forma!” A voz da garota se elevou sobre a
situação.
Todos voltaram o olhar para a
entrada da esquerda da mercearia de onde ela surgia acompanhada por sua
parceira psíquica. Esta ampliava sua voz com os poderes psíquicos.
“Liza?!”
“O que ela está fazendo aqui?”
“O space center
vai ficar sabendo disso?!”
Os comentários fervilhavam no
local, mas a garota respirou fundo. Precisava aprender a conquistar algum
espaço por si mesma, agradar não era o seu objetivo, mas sustentar seus ideais
naquele momento.
“E quem é você por um acaso?”
Perguntou a mulher.
“Sou Liza, a líder do ginásio de
Mossdeep, e cresci nessa ilha. Peço que não ofenda minha comunidade dessa
forma, o produto que buscam não está disponível, mas temos outras opções para
oferecer” Ela explicou de forma clara e paciente.
“Já que é lider de ginásio, como
deixa isso acontecer? Esse produto é vendido como um dos cartões portais dessa
região, pensamos que tivesse em todo lugar!” O homem reclamou em seguida.
“Compreendo sua frustração, mas propagandas
infelizmente não refletem o todo de um lugar, especialmente de uma região tão
diversa quanto Hoenn” Liza manteve sua linha de pensamento.
“E o que faremos? Queremos uma
noite especial, é nosso aniversário de namoro e planejamos toda a viagem!” O
turista voltou a falar.
“Em nome do Space Center, digo
que a culpa é completamente nossa, pedimos desculpas!” A fala de Liza
reverberou entre os moradores.
“O que ela esta fazendo?”.
“Esta nos defendendo?”.
“Porque ela esta fazendo isso?”.
![]() |
“O Space Center não tem uma
articulação muito boa com o comercio local. O que pode dificultar para os
visitantes, porém, os moradores de Mossdeep possuem um modo de viver único e
uma alegria inerente a eles. Então porque não tentam aproveitar algo
diferente?” Liza perguntou estendendo a mão e o povo ao redor começou a
entreolhar-se.
“E o que você propõe?” Foi a
mulher quem questionou erguendo um olhar desconfiado.
“Esta quase na hora da volta dos
pescadores, um evento diário na rotina da população. É feito uma sopa
engrossada com a farinha das conchas trituradas das Clamperl e nutrida com
algas nativas. Garanto que é uma delicia! Não é pessoal?” A líder perguntou ao
redor.
“Com certeza! Eu mesmo sempre
faço uma panelada em casa para a minha mulher e os meus filhos!” Um homem que
cuidava de duas crianças comentou.
“Eu gosto quando as conchas são
mais velhas, trituram mais rápido e dão um sabor mais apurado!” Uma moradora
comentou sua opinião.
“I-Isso, porque vocês não ficam?
Tem cadeiras sobrando e jajá os pescadores devem chegar!” O atendente logo
retomou o controle da situação.
“Tudo bem, iremos esperar, e como é feito a coleta dessas conchas?” Perguntou o turista interessado.
Liza observou enquanto aos poucos, aquelas duas pessoas se
afeiçoavam aos moradores e a mercearia voltava ao seu ritmo normal. Ela segurou
firme na mão de Gardevoir e deixou escapar um suspiro de alivio.
“Não acredito que funcionou...finalmente sinto que fiz
alguma coisa!” Ela comentou para a pokemon.
“Garde Gar Gar!” Confirmou a parceira.
Um zumbido voltou a atormentar os ouvidos da garota, mas
gardevoir também pareceu afetada pela situação. Em seguida, o barulho incomodo logo cessou.
“Você ouviu isso?” Perguntou Liza enquanto Gardevoir
assentia.
“Wally?!”
“Hop?!”
“Ponyta?! Alguém!”
Audino chamava, mas sua voz continuava a se perder no breu a
sua volta. Não havia nada já fazia algum tempo, a única luz naquele plano vinha
de si mesma. O brilho ao seu redor iluminava uma área duas vezes maior que si
mesma, mas não servia de muita ajuda pois o escuro continuava imperando.
Ela não sabia quantos dias haviam se passado e o que
acontecia a sua volta. Caminhava por aquele lugar, mas não chegava a local
algum.
O escuro a abraçava e parecia tentar escondê-la. Conforme
apressava o passo espremia o olhar tentando enxergar além, mas de nada
adiantava. Passou a tentar desvendar suas memórias para achar alguma pista e
poder sair dali. Tudo o que lembrava eram flashes da batalha com Latios.
Ele lhe contou sobre as naturezas de Hoenn, haviam cinco. Ela
se conectou com alguma coisa durante a batalha o que a fez usar poderes que não
pareciam seus, era por isso que estava naquele lugar? Teria usado poder demais?
Ou essa coisa estava lhe obrigando a ficar nessa dimensão?
Nem mesmo conseguia dizer sob o que estava caminhando. Levou
a mão ao peito tentando entrar em contato com o fluxo, mas não obteve resposta.
O desespero começava a tomar conta da sua alma e a pokemon começava a se sentir
impotente.
“Eu preciso sair daqui! Eu não quero mais ficar!” Gritava ao
seu redor, mas não sentia uma fagulha do fluxo que a fazia sentir viva, que a
fazia sentir ela mesma.
Caiu sob os próprios pés. Aquilo não podia ser real.
“Pobre criança” Um estalo nasceu das bordas daquele lugar. O
barulho nascia causando perturbações na ordem daquele espaço e fazia questão de
ser escutado.
“Quem esta ai?! Porque está me mantendo aqui?!” Ela
questionou, notando fagulhas amareladas contornarem o que parecia ser o limite
daquele local.
As fagulhas estalavam, como circuitos. Elas surgiam como se
alguém tivesse apertado o interruptor de um aparelho e em tempo teriam dominado
tudo aquilo. Audino entendia o que essa energia significava, mas sabia que não podia
ficar ali por muito tempo.
“Foi você! Foi você quem entrou em contato comigo. Sua convicção
é forte e você aprendeu bem sobre o fluxo, mas não pode escapar!”.
Os estalos continuaram. Agora veias elétricas se instalavam
pelas paredes daquele lugar, como se estivessem se alastrando e consumindo a
realidade daquele plano. Audino sentiu seu corpo paralisar, não tinha mais o
controle.
Ela tentou sair, mas as raízes elétricas brilharam e saíram das
paredes infestando o chão. Caída sob a textura escurecida que a envolvia,
tentou se debater esticando os braços e apoiando as mãos e os pés numa tentativa
desesperada de fuga. Mas as fagulhas chegaram e a percorreram reduzindo seus
movimentos, a deixando paralisada. Tudo o que ainda podia manipular eram os
seus pensamentos.
“Me solte! Eu quero sair daqui!” Gritou tentando erguer o
pescoço para tentar escapar daquele destino.
“Foi muito inocente vindo ao meu domínio! Estou preso por
tempo demais, a eletricidade não pode ser contida, pois estou acima do fluxo!
Esses...draconids, eles vão entender!” A voz trovejou uma vez e tudo dentro da
dimensão se iluminou com um flash.
Audino manteve seu olhar fixo na luz. Ela precisava sair
dali, precisava lembrar de quem ela era e pelo que estava lutando mesmo diante
daquela iluminação. Tão forte. Tão brilhante que a fazia quase perder o sentido
de si.
“Você é forte, venha, vamos eletrizar juntos!” Chamou e um
novo trovão e tudo se tornou branco.
Ela não conseguiu resistir a luz que a cegou. O que era
escuro se preencheu de energia e ela abriu os olhos no quarto. Os aparelhos que
a mantinham em transe foram eletrizados e perderam suas funcionalidades sendo
jogados ao seu redor carbonizados e a cama de metal retorcia sua estrutura de
acordo com a vontade elétrica da energia que a rodeava.
As pupilas da pokemon brilhavam em amarelo. Um alarme soou
do quarto enquanto a pokemon se levantava. Os enfermeiros corriam em direção ao
cômodo já temendo o pior devido ao quadro da paciente, mas quando abriram a
porta encontraram-na de pé. Sua estatura, no entanto, parecia afetada como se
estivesse suspensa por algo e sua cabeça girava num movimento horário e lento.
“O-O que está acontecendo aqui?!” Um deles perguntou por
cima da máscara.
“Não sei, mas não parece natural!” O outro respondeu
assustado antes das lâmpadas do cômodo estourarem deixando-os no escuro.
As luzes no quarto, ou melhor, no hospital oscilavam mesmo
que muitas das lâmpadas estourassem, a luz ainda brilhava. A energia parecia
faltar o que se estendia por toda Mauville.
Ela ergueu um braço em direção a janela e está estourou no
mesmo momento. Sua presença se desfez em luz e saltou do segundo andar em
direção ao chão, começando uma caminhada em linha reta dali.
“Wally, estou muito surpresa! Jamais acreditei que Emilia
tinha uma história de vida tão sofrida” Isabel comentou estarrecida pelas
informações, tinha o olhar distante, ainda impactada pela experiência.
“Nossa as pessoas não perderam tempo mesmo em julgá-la. Só
porque ela não conseguiu evoluir a eevee dela expulsaram das kimono girls e
ainda deram um Wooper pra ela!” O filho comentou impressionado.
“E o pior é que uma moça me contou que dizem que se você
comer qualquer preparo dela na lua cheia, Lugia vem te visitar e você passa
mal! Uma mulher em Lilycove que se casou contratou ela pro buffet e todo mundo
que comeu na festa morreu e ta tudo enterrado no Mt Pyre!” Os olhos dela
encheram de lágrimas imaginando a quantidade de comida de sua ídola que fora
desperdiçada naquele momento.
Os dois passeavam pelo final da rua da área das mídias
digitais. As ruas eram decoradas com telões exibindo anúncios dos principais
filmes, entrevistas com atores famosos e quadros jornalísticos. Wally passava
por pessoas que conheciam os cenários cenográficos de jornais e demais
programas que assistiam e tinham suas sedes ali.
Porém, no mesmo instante, as luzes começaram a oscilar.
Estalos elétricos consumiam as lâmpadas que davam a iluminação no local e o
cenário controlado e seguro sustentado pela luz constante quebrava para um
escuro intenso.
As máquinas que imprimiam os sonhos e as alegações do
progresso. Perdiam suas vidas sendo reduzidos a aparelhos eletrônicos que não
tinham uso. As pessoas confusas não entendiam o que estava acontecendo.
Os dois apertaram o passo buscando sair daquela confusão.
Chegando ao final da principal, os dois arregalaram os olhos com o que
testemunharam:
Era Audino, envolta em um blitz de eletricidade, suas
pupilas amareladas estalavam eletricidade. Caminhava como se algo a estivesse
puxando e a sua volta tudo o que era elétrico estalava, faiscava ou explodia.
“Aquilo não pode ser normal né?” Isabel perguntou levando
ambas as mãos ao rosto.
“Não, não, não!...Tudo estava indo tão bem, isso não pode
estar acontecendo agora!” Wally começou a murmurar consigo mesmo. A sensação de
paz que tinha aos poucos estava sendo substituída por um desespero constante.
Os dois agora corriam na direção da pokemon que rumava em
direção a saída pelo sul da cidade. Pichu continuava os seguindo, sentindo que
estava mais perto do que nunca do seu objetivo. Wally distraído pelo que
acontecia mal percebeu quando passou por Naveen que voltava da área dedicada a
serviços e aparelhos.
O garoto carregava consigo uma caixa de aparelhos para
finalizar seus equipamentos, quando se deteve ao olhar para Audino engolida por
um blitz elétrico. Mal acreditando no que estava vendo, suas pernas paralisaram
e a caixa caiu de suas mãos.
“O-O que é isso?” Perguntou-se quando Isabel e Wally
passaram correndo por si, seguidos de um Pichu. Os três em direção aquela coisa
parecendo a conhecer ou até mesmo terem criado aquilo.
Ao mesmo tempo em que sentia medo, viu também uma
oportunidade: deveria contar aquilo para Wattson e foi o que decidiu fazer.
Na rota 112, uma capa esvoaçava ao redor de um corpo magro,
mas determinado. Trazia em sua perna uma tornozeleira, uma joia antiga,
esculpida como escamas de um dragão lembrando um povo antigo. Outrora esquecido
e desacreditado naquela região, mas isso mudaria muito em breve, ou ao menos
era isso que ela desejava.
Treinadores passavam por ela para entrar no Fiery Path, uma abertura daquele vulcão que levava a cidade de Fallarbor, conhecido por sua relação com os meteoritos. Eles não faziam ideia de quem era aquela figura estranha, parada aos pés da escada que separava o terreno arenoso, um indicativo do deserto que residia logo ao lado, das rochas vulcânicas a frente.
Zinnia estava aos pés do Cable Car Base Station. Seus
cabelos balançaram ao redor do pescoço deixando suas orelhas amostra. Apesar do
calor, Zinnia sentia que algo mais estava residindo naquela montanha. Em seu
pescoço, o orbe vermelho de seu pingente reluzia.
“Tem algo de estranho aqui, não só essa caverna. Consigo
sentir algo de errado em Mauville, mas não posso me comunicar com ele agora”
Tomando o pingente do seu colar nas mãos, ela conseguia acessar a leitura do
fluxo.
Não era parte dele, mas conseguia vê-lo de forma distante.
Como uma rede conectada com tudo ao seu redor menos com duas coisas: algo
dentro daquela caverna e consigo mesma. No entanto, uma terceira coisa fora do
fluxo lhe mandou um sinal.
A garota virou o queixo para a esquerda e sua expressão se
tornou mais séria. Ela foi para o lado oposto do seu caminho, adentrando as
árvores que cresciam ali devido as riquezas do solo vulcânico. Ela continuou
seguindo em linha reta, como se soubesse exatamente o caminho que procurava.
Parou em uma clareira, rodeada pelas árvores e com a
iluminação dourada do entardecer a tingindo como um foco de luz em um palco.
Sob a grama, Latios arfava exausto da batalha que tivera. Suas forças faltavam
e ele não conseguia se regenerar sozinho.
“Latios, torcia para que não fosse você, mas só podia ser,
você falhou...pela quarta vez!” As palavras não soavam como uma constatação,
mas como uma sentença.



















































bicha to eletrizada
ResponderExcluirigual a zeri: LUBRIFICADA
ai que babado que tá rolando ner vamos ver por onde começo comentando, ai vai ser pela audino mesmo, gente ela aprendendo wild charge e saindo correndo do hospital, eu tenho certeza que é o regieleki e os demais regis são as outras quatro naturezas da região, imagino se os draconids selaram eles, porque o regieleki parece preso mas foi ele que entrou em contato com audino. adoro a orbe da zinnia fazendo ela ler o fluxo, adoro a descrição também como uma rede de conexões pq me lembra super mystery dungeon KKKKK mas ela não é parte do fluxo, sabemos, tinha algo dentro daquela caverna tbm e a outra coisa que a mandou um sinal. acho que o latios era um né, e o outro... será o local onde regieleki foi preso? ou outro regi, ou será que é a audino veyr
adoro toda a sequência da audino com marina sena essa escuridão vagando, as veias elétricas, as imagens tudo ficou muito legal amo momentos assim e é incrível estar lendo um dos que você planejou pra história
as descrições e ambiências do capítulo ficaram excelentes também e esse pichu está me provocando acho que ele vai entrar no khuzinho da isabel e usar nuzzle, aí ela vai competir nos ginásios com um pikachu cosplay da doroth de wicked
o proximo capitulo promete muito um finale da primeira fase e teremos naveen tambem, me pergunto se hop foi embora de fato ou virá para isso, mas tudo indica que isabel fará parte
wally é uma desgraça nao deixa ngm falar so fica sonhando acordado falando dele mesmo essa gay safada mas adoro a isabel quer largar tudo e bater cabelo por hoenn, imagina o que vai rolar e que problemas isso pode causar tbm pq vai que ela sai em jornada e quer seguir o wally e o wally ficar tipo "eu vou viajar com minha mae? ela está me perseguindo pra ficar cuidando de mim pq nao confia em mim mas eu estou bem e posso fazer chuca" imagina -grito- não sei mas vc me spoilou que o wally estará insuportável e eu pensei e quando não esteve?
ResponderExcluiradoro a ponyta saindo do personagem e sorrindo muito gargalhando vivendo a vida aproveitando cada pequeno momento enquanto oddish está pensativa sobre o contest e seu desempenho com o álbum noitada
e a liza, achei um segmento interessantchy e estou curioso pela personagem dela, acho que é a parte mais difícil da história para se contar, como ela quer ser revolucinária mesmo e fazer algo, e como ela sente que é dever dela por todo o privilégio, mas ao mesmo tempo penso que não é bem assim e que ela não precisa carregar tudo isso sozinha, os fechos do silvio foram bons para desarmá-la porque ela já chega bem armada para confrontar tudo, convicta do que pensa, nem se propondo a conhecer com o que está lidando ou lutando. não sei até que ponto estava concordando com silvio e com ela na discussão dos dois, mas adoro como ela valoriza os costumes locais e fala da diversidade de hoenn, e também sua visão sobre as energias
ResponderExcluiradoro a gardevoir amplificando sua voz tbm e os turistas aposto que são de kanto pra serem tão nojentos, pelo menos vão conhecer e amo mesmo os detalhes do seu universo e como vc sempre estabelece esses pequenos núcleos de fundo como a comunidade clamp dos pescadores e o processo de recolher as conchas de clamperl, o mundo fica tão vivo e é tão divertido, adorei a ideia disso
quero que o tate vá tomar no cu também, e que o hop faça terapia mas ainda acho que ele quis se humilhar de graça no ultimo contest amor se nao tem performance nem vem ou faz igual as performers de kalos toca doridori e repete o que ja fez
ai to muito coisas sobrenaturais quero muito o capitulo 13 em 2026 que é ano de eleição também e vai ter audino apertando 13 amoooooooooooooooooo