Notas Iniciais: Após um bom tempo, chegamos finalmente em Mauville! Audino esta internada após o que aconteceu nos últimos dias, enquanto isso, Wally conflita sentimentos diversos ao reencontrar um velho conhecido em Mauville!
Capítulo 10:
Qual o seu problema?
A cidade de
Mauville, um local marcado por sua integração com a eletricidade e a
tecnologia. Tida por muitos como a cidade do futuro, um local onde todos que
buscavam o progresso em Hoenn deveriam estar. A cidade buscava rivalizar com
Lilycove como o cartão postal da região, mas já que não podia competir com o
comercio marítimo tentava oportunidades em outros setores.
Um pequeno roedor elétrico corria por estruturas metalizadas da cidade construída a mão. O que significava que sua geografia não refletia mais ao que um dia foi e cada parte do local fora e estava sendo planejada por zoneamento. A cidade era definida por três andares, sendo o superior o andar onde o pequeno pokemon andava.
Enquanto o
pokemon passava pela praça central do andar superior, ele percorria pelos pinheiros
e grama verde implantados ali, com um sistema de irrigação que era acionado em
horários específicos. Os bancos eram feitos de uma estrutura que simulava
madeira buscando trazer uma certa integração com a natureza no limite do
possível.
Suas patinhas
tocavam o solo sintético feito de uma base de concreto e revestido por uma
pintura de tons terrenos, passava por entre pessoas que tiravam fotos dos
painéis solares em construção.
“Pichu?”
Confuso ele olhava ao redor do parque, movendo sua cabeça em todas as direções
buscando qual seguiria. Trabalhadores construíam casas no que podia ser
considerado a cúpula da cidade, caso alguém comprasse sua residência ali,
poderia ter uma vista das 4 rotas que levavam a metrópole.
Encontrando
seu caminho por entre duas obras em andamento, o pokemon seguiu em frente, descendo
por escadarias ao sul do local. Pichu continuava seu andar estando agora no que
poderia ser considerado o andar térreo daquela construção.
Emergindo no
sul do andar pela escada, ele olhou de um lado ao outro, havia uma fila enorme
de pessoas em frente a uma loja de bicicletas.
Tomou o
caminho para a direita, as ruas ali já eram decoradas por um piso de
porcelanato em um tom areia, colunas de metal seguravam o teto da cidade
suspensa acima e as luzes brilhavam num tom claro que se ajustava ao horário do
dia. O pokemon continuou até chegar no centro da cidade, passando bem em frente
a um centro pokemon.
“Pi-Pichu?
Pi...” Decepcionado, o elétrico sentou no meio daquela zona, em uma área de
grama sintética que rodeava a fonte de Mauville ainda em construção.
Ele gostaria
de ver um pouco das águas que costumavam estar próximas a cidade, mas desde que
a arquitetura do local mudara, frequentemente perdia o caminho para onde
gostaria de ir. Mas não havia outra opção, descansaria ali até conseguir
encontrar o caminho novamente.
O centro pokemon de Mauville possuía o dobro do tamanho do de Verdanturf, ele atendia os treinadores que provinham das 4 rotas da região, o que fazia a rotatividade ser grande e na maior parte do tempo os treinadores não tinham o costume de ficar para dormir. Especialmente com a cidade estando em obras.
No entanto, a ala
de quartos ficava no primeiro andar, com a construção tendo 3 andares. Ao abrir
as portas, estava a tradicional bancada com a enfermeira Joy, haviam duas
direções laterais para seguir. Passando pela esquerda estaria o acesso aos
elevadores que levavam as unidades de internação e demais funções médicas.
Na sala da UTI
no segundo andar seguindo por um corredor após passar por outras alas, no
quarto 303, Audino estava internada agora em um estado contido, porém em
observação pela equipe médica do centro pokemon.
“Acalme-se
Wally, ela vai ficar bem, você precisa falar com a sua mãe que chegou, também
precisa comer algo” Hop chamou pelo garoto sentado nas poltronas vendo apenas
suas costas.
O leito onde
Audino descansava ficava de frente as poltronas, o tom verde oliva das paredes
traziam uma sensação reconfortante, ao lado da cama hospitalar ficava uma estante
de madeira para acomodar pertences, o quarto também contava com um banheiro e
as janelas abertas que traziam uma brisa para saudar a pokemon de quando em
quando.
Wally
observava o subir e descer do peito dela conforme seus olhos permaneciam
fechados, agora haviam curativos localizados no abdômen onde ela havia sido
ferida e a expressão de desconforto no rosto dela já havia passado.
“O fato de
estarmos conversando a pouco tempo e ela estar dessa forma é tão estranho, me
faz sentir algo tão desconfortável...” O garoto de Verdanturf comentou pondo a
mão sob o colchão e sentindo a textura da colcha que o cobria, constatando que
era real.
“Provavelmente
porque tudo foi muito rápido, eu mesmo ainda nem entendi o que aconteceu e como
ela saiu viva...e o principal: o por que essa coisa está perseguindo vocês?” O
galariano se perguntou ainda sentado na poltrona.
“Eu não faço ideia, mas não quero pensar nisso agora...” Wally comentou sentindo seu estomago roncar, com sua condição de saúde também não podia se dar ao luxo de passar longos períodos sem comer. Virando-se para trás ele encontrou Hop também olhando Audino.
O menino de
cabelos roxos então notou seu olhar, abrindo um sorriso, esperando por ele. Um
gesto simples, mas que foi o suficiente para que Wally se sentisse mais
confortável.
“Vamos, vou
falar com a minha mãe e depois vamos comer alguma coisa”.
Ao abrirem a
porta, estavam no corredor, este continha cerca de 10 leitos iguais ao que
Audino estava internada. Percorrendo-o ao final, o garoto de cabelos verdes foi
em direção a uma cabine com uma janela de vidro e comunicou a atendente que
estava de saída.
“Obrigado pela
atenção, estaremos aqui e estamos com o seu contato pelo pokegear, mas não se
preocupe ela está aqui apenas em observação” A Enfermeira explicou buscando
tranquilizar Wally e o garoto decidiu acreditar em suas palavras.
Voltando ao
primeiro andar, ele observava a tela do computador da área de comunicação e
mídias digitais do centro pokemon deixar de refletir seu rosto e acender o menu
inicial. Estando logo a direita da porta da entrada, Wally não entendeu a
escolha, pois todos que passavam podiam ver a ligação sem qualquer privacidade.
Clicando no
botão e digitando o número de sua mãe, esperou que ela o atendesse.
“Eu não sei
porque você não aceita que façamos chamadas pelo pokegear, não é a mesma
coisa?” Ele perguntou incomodado.
“Lógico que
não, além da tela ser pequena, o sinal é péssimo, aqui pelo menos posso ver
mais de você, filho e matar um pouco a saudade” Isabel respondeu, o que
surpreendeu o garoto pela leveza ao qual o tratara.
“Bem...liguei
só pra avisar que chegamos, fiz a troca do cilindro e vou almoçar para depois
ir me inscrever no Contest” Wally contou como se estivesse fazendo uma lista de
tarefas com um tom de voz quase robótico.
“Entendi, mas
está tudo bem? Você parece tão distante...onde está a Audino?” Sua mãe
perguntou e o garoto ficou em silêncio por alguns instantes se perguntando o
que deveria responder.
“Ela está no
hospital...fomos atacados por alguma coisa e ela nos ajudou a fugir e lutou até
o fim...a encontramos depois na floresta e eu e o Hop trouxemos ela aqui, já
está estável, mas ainda está em observação...” O garoto respondeu sem conseguir
olhar para a tela temendo a reação da sua mãe.
“Ela realmente
cumpriu com o que falou...eu fico aliviada que vocês dois tenham conseguido
sair disso, assim que eu chegar ai irei vê-la” A mulher respondeu interrompendo
a ligação para pegar um pacote de sementes e vender a uma senhora que as usaria
para uma receita.
“Pera, como
assim chegar? Você vai vir mesmo pra Mauville?” Ele perguntou arregalando os
olhos com a reação dela.
“Claro que
sim, é a sua primeira vez em um contest, acho que é importante eu estar
presente pelo menos, bom quando eu chegar a noite conversaremos mais sobre
essas questões, espero que aproveite Mauville” Desejou ela deixando o aspirante
a coordenador um tanto quanto incomodado observando para a tela apagada do
computador.
Levantando,
ele andou ao corredor central. As portas abriram-se revelando Hop parado um
pouco a frente, observando a fonte em construção. A estrutura mecânica para
jorrar água já estava pronta, o trabalho de paisagismo também estava avançado e
só o que faltava era a aprovação do modelo da estátua que estava sendo votado.
“Ouvi dizer
que deu polêmica, pois sugeriram um Magneton ou um Electrike para ser o modelo
e o pessoal começou a dizer que Magneton nem é natural de Hoenn e criticaram a
falta de representatividade de Plusle e Minun” Hop comentou virando-se para ele
com seu tradicional sorriu.
“Nunca vi
ninguém levando Plusle e Minun pra lutar contra o Steven, mas é aquilo né, onde
vamos almoçar?” Wally perguntou entrando no clima do assunto.
“Acabou de
abrir um restaurante Vacilou? Perdeu em frente ao ginásio de Mauville, gostaria
de ir lá experimentar o que acha?” O amigo perguntou empolgado.
“Bom, tudo
bem, se você for pagar podemos ir sim” Ele respondeu e ambos se dirigiram para
a saída logo ao norte do centro pokemon, pegando a esquerda para irem até o
local.
As ruas de
Mauville eram todas planejadas para levar em algum lugar interesse de modo que
a cidade parecia sempre viva não importa aonde estivesse. Eram tematizadas pelo
que ofereciam seja em termos de artigos, mídias, trabalhos, adereços diversos e
claro batalhas pokemons. Nesse sentido, a área do ginásio era focada em
oferecer atrações variadas envolvendo batalhas pokemon com tudo o que você
pudesse encontrar.
Como estabelecimentos
se desenvolvendo ao redor do ginásio da cidade focados em batalhas, por exemplo
havia uma associação do instituto de batalha que definiam regras e competições.
E a mais nova atração da cidade: O Restaurante Vacilou? Perdeu, muito famoso na
região de Galar e Kalos, mas banido pela vigilância sanitária de Alola.
Sendo na
verdade uma rede de fast food, com um balcão de pedidos em formato de L com
várias mesas dispostas, a cozinha no interior do restaurante possuía uma ilha
onde os insumos ficavam dispostos e os cozinheiros preparavam as refeições
manuseando os utensílios de lá para cá.
Wally e Hop
sentaram-se em uma das mesas centrais enquanto terminavam de fazer os pedidos,
conseguindo ter uma ampla visão do ginásio daquele ponto.
“É sério Hop?
Nós vamos ficar aqui aguardando nosso pedido e alguém pode simplesmente chegar
nos derrotar, nos tirar daqui e então não vamos comer? E nem vão devolver nosso
dinheiro?” O garoto de Verdanturf arqueando as sobrancelhas enquanto consultava
o regulamento do estabelecimento disposto no cardápio.
“Vacilou?
Perdeu! Hahaha, não é empolgante?” O outro já estava animado olhando de um lado
para o outro para ver algum potencial desafiante.
“Não estou com
paciência para isso, então você vai lutar, se perder eu te mato” Wally
finalizou fechando o cardápio e o repousando na mesa, colocando as duas mãos
sobre ele.
“Foi tudo bem
com a sua mãe? Você parece ainda mais afetado depois da chamada com ela” Notou
o outro erguendo uma sobrancelha ao perceber o comportamento ainda mais
impaciente do de cabelos verdes.
“Foi, mas isso
é estranho, sempre tivemos dificuldades quando eu contava algo e agora de
repente ela está compreensiva...só porque fui embora? Isso não faz sentido,
porque está me tratando diferente?” Ele questionou incomodado enquanto encarava
Hop com uma expressão direta.
“Talvez ela só
queira facilitar as coisas para você...” O galariano começou.
“Ela não podia
ter feito isso antes? Agora que eu fui embora ela resolve...” Falou por cima
dele, quando um garoto colocou-se diante deles, o interrompendo.
“Então, acho
que esse lugar nos pertence, é bom sair senão quiserem tomar uma surra,
coordenadores” O menino tinha olhos verdes, usava jaqueta vermelha e cabelo espetado
para cima com gel, colocou a mão direita sobre a mesa e a outra exibiu uma
pokebola.
“Olha quem
fala, você quem vai tomar uma surra! Tem certeza de que não quer lutar Wally?”
Hop respondeu virando-se em seguida para conferir o que o amigo diria.
“Pode ficar à
vontade” Wally dispensou balançando a mão.
“Não esqueça
de colocar a plaquinha” Recomendou o de cabelos cacheados antes de ir em
direção ao campo de batalha de trás do salão principal.
O garoto pegou uma placa de madeira disposta na mesa, colocando uma aba para trás e a colocou de pé sobre a madeira, o objeto informava: MESA SENDO DISPUTADA. Ele inspirou profundamente, absorvendo um pouco do ar, conseguia sentir a diferença do ar dali para o de Verdanturf o que chegava a ser assustador.
Era como se
lhe faltasse um pouco do fôlego o tempo todo, situação que o deixava
incomodado. Mas não apenas isso o incomodava, Audino naquela situação, O
contest iminente e estava inseguro se suas combinações seriam o suficiente, sua
mãe vindo vê-lo e agindo como se nada houvesse, odiava a sensação de problemas
se acumulando como poeira no seu quarto.
Pois não
importava para onde olhasse, veria um bolor e saberia que algo estava errado.
Enquanto olhava para a fachada conseguiu ver um burburinho se formando em
frente ao ginásio, pessoas comentando e luzes de um telão se acendendo.
Olhou para o
campo de batalha e viu Marina lutando contra uma Mawile que só sabia Iron
Defense e Bite, soube que a luta iria demorar. Levantando-se decidiu ir ver o
que estava acontecendo.
“Olá Mauville!
Sejam todos bem vindos! Quero começar com o meu muito obrigado a todos os que
compareceram para prestigiar o lançamento desse programa e agradecer ainda mais
aqueles que se inscreveram!” Uma voz robusta e grave era amplificada por um
microfone auricular, enquanto Wally se esgueirava pela multidão empurrando
pessoas que protestavam até conseguir ter um vislumbre do que estava
acontecendo.
Havia uma
escadaria que dava para um largo antes da entrada do ginásio, havia um telão
projetado sob a fachada do ginásio com leds, ao qual podia-se ler: Acampamento
Mauville: Iniciativa de Batalhas!
O logo da liga
pokemon presente na placa do prédio também brilhava e bem abaixo dele, a frente
das portas de entrada estava Wattson, o líder de ginásio e também prefeito da
cidade. Um senhor com uma barba branca cheia e costeletas que se uniam com seu
cabelo baixo nas laterais da cabeça e espetado no meio.
Usava um
macacão de operário amarelo com uma jaqueta camuflada por cima decorada por
padrões de raios, o que passava a impressão de um trabalhador.
“Como todos sabem, hoje é o lançamento do programa Acampamento Mauville: Iniciativa de Batalhas! Mauville é a cidade do progresso, construímos o futuro diariamente, já fizemos inúmeras construções, mas buscamos sempre a próxima afinal por aqui estamos sempre de olho no que está vindo não é mesmo?” Provocou o homem enquanto o público batia palmas para sua fala.
“Abrimos um
edital para pessoas de todas as cidades que assim como nós acreditam sempre no
progresso! Dessa vez focado para melhorar as condições das batalhas pokemons,
com dispositivos que auxiliem os treinadores, combinando energia e treinamento
de uma forma nunca antes vista! Depois das mais de 3 fases de seleção aqui
estão os 4 principais colocados!” Wattson ergueu a mão enquanto tirou do bolso
da jaqueta um papel com o nome dos colocados.
O primeiro um
garoto de pele negra, tranças caindo por sob o ombro e olhar afiado, A segunda
uma garota com bochechas grandes e braços largos utilizando um vestido rodado,
A terceira uma mulher de cabelos roxos, utilizando um capuz vermelho com
chifres na cabeça algo que deixou Wally confuso.
E por fim,
alguém que fez o menino de Verdanturf paralisar por alguns instantes, seus
olhos arregalaram e suas sobrancelhas acompanharam sua expressão. Seu coração
acelerou e em seguida pareceu ter parado a constatar o garoto a sua frente.
Com duas
tranças caindo sob o olho, as laterais do cabelo raspado e enfeites laranjas
por sob seu cabelo. Ele utilizava um moletom branco dois números acima e por
baixo uma camisa laranja bem passada com uma gravata verde contrastando. Seus
sapatos roxos sustentavam seu caminhar despojado ao se posicionar ao lado dos
quatro.
“Após uma
série de validações, provas e entrevistas, esses 4 foram os escolhidos para
terem a chance de provar seu ponto, eles terão 3 dias começando a partir de
agora para desenvolver e apresentar um protótipo real dos seus projetos! O
Vencedor ganhará uma vaga de estágio para colaborar no desenvolvimento de
equipamentos energéticos em nossa cidade!” Wattson anunciou e todos aplaudiram
os participantes.
Enquanto a
plateia se dispersava, os quatro competidores também estavam se preparando para
deixar o local. Tomado por um impulso repentino, Wally começou a andar em
direção ao garoto de tranças decoradas se colocando diante dele antes que
pudesse seguir para a esquerda.
“Naveen!...Q-Quanto
tempo, eu nem acredito que nos encontramos!” Wally comentou gaguejando, com as
emoções da escola se misturando aos sentimentos em seu peito, piscou os olhos e
era quase como se transportasse para a sala de aula de novo.
“Espera...ah
Wally!” Reconheceu o garoto após alguns instantes o fitando com mais atenção,
seu olhar passeava do menino a sua frente para a rua.
“Nossa, faz
tanto tempo que não nos falamos....eu...eu senti tanto a sua falta e...”
Começou o garoto olhando para as próprias mãos e tentando organizar as
palavras, mas logo fora interrompido.
“Desculpa
Wally, não tenho tempo, preciso começar a procurar as peças pro meu
dispositivo, fica bem okay?” Despediu-se passando por ele e seguindo para o
norte da cidade.
O tempo parou,
Wally sentiu como se toda a área ao redor tivesse escurecido. A escola que
enxergava e o invadiu como uma boa lembrança, agora era como se estivesse preso
nela e nunca tivesse saído daquela época. Tentou olhar para trás, mas cerrou os
punhos ao não conseguir realizar a ação.
“Wally?! O que
você está fazendo ai? Eu estava te procurando, a Marina venceu a luta e nosso
pedido acabou de chegar, vamos comer!” Hop chamou por ele colocando uma mão sob
seu ombro.
“Vamos lá” Respondeu.
O estádio de
Contest da cidade de Mauville ficava no completo oposto do ginásio, ficando a
sudeste da região dentro da zona de mídias e recursos culturais do local. A
zona se destacava pelo estádio, teatros, cinemas, praça e outros atrativos
culturais que dividiam espaço com os produtores de mídia da cidade.
A construção
destacava-se pela sua tecnologia com colunas indo do solo até uma cúpula
dourada no centro. Pilastras de concreto erguiam a entrada de portas duplas que
se abriam para a passagem revelando o interior do local que estava pouco
movimentado.
Havia alguns
coordenadores que conferiam o hall da fama onde haviam fotos de coordenadores e
edições marcantes do contest, bem como curiosidades de batalhas de nomes
famosos como Wallace, Lisia, Drew, Olivia e Chaz.
Outros apenas
conferiam a praça de alimentação e nos guichês principais aconteciam as
inscrições para a competição que aconteceria no dia seguinte.
“Amanhã a essa
hora estaremos competindo no contest! Mal posso esperar, vamos chegar à final e
nos enfrentarmos!” Hop comentou empolgado na fila enquanto colocava os braços
por trás da cabeça.
“Nem acredito
que estou realmente aqui...e como coordenador, eu não tinha pensado mesmo como
seria experimentar isso e acho que estou nervoso!” Wally comentou pondo a mão
sob a barriga e encarando o amigo que sorriu em resposta.
“É a sua
primeira vez, é normal estar nervoso, em Verdanturf eu também fiquei muito
preocupado, mas não se preocupe, você vai ir bem...e é a minha vez, já volto!”
Ele disse andando de costas e virando-se para falar com a atendente.
Baixando a
cabeça, ele focou o olhar em seus pés no chão, o garoto sentiu-se pequeno por
estar ali, quantos coordenadores já teriam disputado inúmeros contest e
certamente sabiam que ele era iniciante? Quantos não treinaram muito mais do
que ele para a estreia? Será que as suas combinações não eram chamativas
demais?
“Próximo” A
moça chamou tirando-o dos seus pensamentos, o garoto então endireitou a postura
tentando passar confiança e foi em direção ao balcão.
“Você tem um
passe de Contest ou é a sua primeira vez?” Perguntou a mulher.
“É-é a minha
primeira vez...” Respondeu com a voz alta e baixando o tom a medida em que
falava, a funcionária o olhou com um sorriso e lhe devolveu um olhar mais
calmo.
“Tudo bem, tem
pokedex ou pokegear para fazermos seu cadastro?” Pediu a funcionaria esticando
a mão apoiada sob o balcão.
Tirando o
aparelho do bolso, ele o colocou sob a palma da mão dela que retornou para trás
do computador. Havia uma tela na frente do garoto que transmitia a tela da
atendente em tempo real e o menino de Verdanturf conseguia ver conforme ela
preenchia todos os seus dados.
“Muito bem
Wally, você agora é quase um coordenador, escolha o seu nome para ser chamado
durante as competições, pode ser qualquer um” Tirando os olhos da tela, ela o
encarou e ele sentiu por um instante que ela entendia o peso daquelas palavras.
“Eu sou quase
um coordenador...” As palavras ecoaram em sua mente, era como senão houvesse
mais volta.
“Pode ser só
Wally mesmo” Respondeu ele.
“Ótimo, meus
parabéns! Seu cadastro e inscrições estão concluídos, aqui está um estojo de
fitas fornecidos pelo comitê de Contest e algumas capsulas e selos de pokebola,
você pode se sentir à vontade pra comprar nas lojas parceiras e cuidado pra não
comprar de terceiros! Eu soube de uma Cleffa que ficou cega depois de uma pena
holográfica de um selo temático da Skyla pegar no olho dela” A mulher recomendou
e o menino de cabelos verdes a fitou assustado.
Saindo da fila
em direção a saída, o garoto olhava para o estojo de fitas que segurava, podia
sentir a textura dos detalhes entalhados no case, mas ainda não parecia real.
Só de estar ali de alguma forma já parecia ser um sonho, há três semanas atrás
sentia-se preso e parado no tempo, agora era como se tivesse voltado a
caminhar.
“Vamos para o
centro pokemon agora?” O Galariano perguntou ao amigo assim que o viu, porém
percebeu que seu olhar estava além dele.
Ao virar-se
para trás viu um garoto de tranças com adereços laranjas em seu cabelo, seus olhos
roxos eram baixos, mas encaravam Wally por alguns instantes o suficiente antes
de desviar o olhar e começar a seguir em frente.
Hop apenas viu
pelo canto do olho o punho do amigo se fechar, com pisadas firmes e decididas,
ele percorreu o corredor apressando o passo em direção ao garoto.
“Então é
assim? Você vai simplesmente me ignorar e fingir que não me conhece?!” Elevou a
voz enquanto perguntava.
“Estou
ocupado, Wally” Naveen continuou seu caminho.
“Qual o seu
problema?! O que custa dizer um oi, perguntar como vão as coisas?” Wally
devolveu com um novo questionamento elevando a mão que segurava o estojo de
insígnias.
“Eu que quero
saber o seu problema, você quem está gritando comigo no meio da rua, o que você
esperava? Que eu fizesse uma festa por falar com você de novo, nós dois sabemos
que você prefere bem mais a May e o Brendan, passar bem” O garoto parou de
andar, pôs as mãos nos bolsos enquanto falava e seguiu seu caminho sem olhar
para trás.
“Wally...Wally
quem era ele?” O menino de cabelos roxos e jaqueta azul pôs a mão sob o ombro
do de cabelos verdes.
“Não era
ninguém...” Respondeu com algumas lágrimas nos olhos.
Sob a fachada
vermelha do centro pokemon com um símbolo de pokebola, Isabel aguardava na
recepção olhando de um lado para o outro, o entardecer já havia chegado, ela já
esperava ali a mais de uma hora, mas nenhum sinal do filho.
Afagava a mão
esquerda com a direita por cima da pulseira de contas que utilizava para passar
o tempo, quando finalmente avistou Wally e Hop vindo em direção ao hospital, no
entanto, de longe podia reparar na expressão fechada do seu filho.
“Wally! Que
bom que chegou eu já estava esperando fazia quase uma hora! O que acha de irmos
almoçar em algum lugar?” Perguntou ela com um sorriso após passar pelas portas
de entrada do estabelecimento.
“O que você
está fazendo aqui?! Decidiu vir aqui só me confundir?!” Disparou o menino em resposta a fazendo arregalar os
olhos enquanto algumas pessoas passavam lançando olhares confusos e curiosos.
Sem acreditar
na resposta, ela virou-se para Hop que apenas balançou a cabeça e levantou os
ombros indicando que tentou fazer algo sob aquela situação, mas claramente não
havia funcionado.
“Em primeiro
lugar você me respeite não é só porque passou uma semana fora de casa que vou
aceitar que me trate dessa forma ainda mais na frente dos outros! E em segundo lugar
o que significa isso?!” Com a voz mais intensa a mãe o repreendeu e ele baixou
os olhos para os próprios sapatos.
Os encontros
com Naveen voltaram a sua memória, ao mesmo tempo a situação com Audino o
causou um misto de preocupação e todos esses sentimentos faziam sua empolgação
pelo contest amanhã ser soterrada por coisas que o menino de Verdanturf não
gostaria de sentir.
Ele olhou de canto de olho para a mãe, respirando fundo, e então disse:
“Não estou
entendendo você, precisei quase de um julgamento pra você me deixar sair de
casa para o contest e de repente você que nem perguntava sobre os contests, nem
falava nada sobre mim além do câncer, decidiu ser extremamente carinhosa,
porquê?”
As palavras do
filho a tocaram de uma forma que a florista não estava esperando, Isabel
esperava que tivesse vontade de gritar com ele e fazer com que mostrasse
respeito, as coisas não eram tão simples para ela, mas ao mesmo tempo sentia
que o filho tinha um fundo de razão.
“Porque vocês
não batalham?” Hop sugeriu batendo palmas e fazendo com que ambos lembrassem
que ele ainda estava ali.
“Batalhar?”
Isabel perguntou confusa.
“O que?” Wally
o perguntou no mesmo instante.
“Lá em casa
quando o Leon e eu brigávamos instituímos que resolveríamos em batalha, como eu
não tinha pokemon lutávamos em vídeo-games ou jogos de tabuleiros e sempre nos
resolvíamos, mas já que vocês tem pokemons podem lutar lá atrás” O galariano
contou enquanto gesticulava com as mãos como se tentasse montar cada memória em
seu devido lugar.
“Ora, com todo
o respeito, não seja ridículo, não tem como as pessoas se resolverem desse
jeito...” A florista comentou incomodada com o pensamento de levar aquilo
adiante, porém ao olhar para o filho percebeu o garoto absorvendo as palavras
de outra forma.
“Talvez faça
sentido...descobri muito sobre mim e ponyta em batalha, já que uma conversa
tradicional não está funcionando, vamos tentar outra forma!” O garoto encarou a
mãe esperando pela resposta dela.
“Acabar isso
com um grito seria bem mais fácil, mas tudo bem” Isabel aceitou o desafio.
“E estamos
aqui, essa será uma batalha 2 contra 2 entre Isabel e Wally, aquele que
derrotar primeiro os dois pokemons do oponente será o vencedor!” Hop declarou
sendo o juiz da batalha no campo de batalha que ficava em uma área atrás do
prédio principal com arquibancadas e um pequeno jardim ao fundo.
“Sinceramente,
não sei porque não podemos apenas conversar e nos resolver” Isabel reclamou
desconfortável com a situação, levou uma das mãos segurando o antebraço, fazia
muito tempo desde a última vez em que entrara em uma batalha.
“Porque assim estamos finalmente de igual para igual, não existe conversa quando na maior parte do tempo sou eu implorando que me escute antes de dar uma opinião sobre algo!” Cada palavra saiu carregada de certo rancor do menino, surpreendendo seu amigo que o lançou um olhar surpreso, mas ao mesmo tempo sempre soube que Wally guardava muitos sentimentos para si ao qual nunca conseguira falar completamente.
“Não sei
porque estou permitindo que isso aconteça, Shroomish aqui vamos nós!” A mulher
retirou a pokebola do bolso de sua calça jeans e com um gesto simples enviou o
pokemon para o campo.
“Oddish,
prepare-se para dançar!” Wally segurou a pokebola com firmeza e a atirou com um
gesto brusco.
Lembranças ansiavam por vir, mas ele não queria voltar para isso novamente. Apertando as pálpebras com as maçãs do rosto saltadas enquanto as palavras de Naveen reverberavam em sua mente, abrir os olhos e enxergar sua mãe ali agindo como se tudo fosse muito fácil era complicado.
Todas as vezes em que ela dissera não quando tentou
retomar sua vida o fazia duvidar de si mesmo e enxergar as pequenas conquistas
que tivera como vislumbres de um caminho que fora fechado e que ele nunca mais chegaria perto do que um dia foi.
A mulher do
outro lado observava Wally, mordendo o lábio inferior, ela não sabia se sentia
irritação, vergonha ou tristeza. Lembrou de seu irmão, Norman, ele sempre gostou
de lutar e tentou muito um lugar na Elite dos 4, mas nunca conseguiu, e nas
poucas vezes em que lutaram um contra o outro ele sempre lhe dissera: mantenha
os olhos no seu oponente.
“Parece muito difícil
manter essa regra agora...será que estou tomando a decisão correta?” Constatou
para si mesma, mas manteve o olhar sob o filho.
Os dois
pokemons surgiram um após o outro, Oddish encarou seu oponente: um cogumelo com
patas e soube que precisava ser melhor do que ele, o olhar de Wally indicava
sua determinação naquela batalha e ela estaria ali junto a ele.
“Shroo-Shroo?”
Perguntou o pokemon a sua treinadora sem entender o que estava fazendo ali.
“Me desculpe
Shroomish, temos que lutar dessa vez, mas prometo que será breve” Ela buscou
tranquiliza-lo.
“Oddish vamos avante! Atire Acid contra ele!” Wally gritou erguendo a mão.
“Droga...o que
tenho que fazer...Tente desviar e use Stun Spore!” Isabel comandou mantendo uma
mão junto ao peito.
Oddish ergueu
uma perna enquanto inflava a boca, iniciando um giro ele disparou bolas de
ácido que choveram em direção a Shroomish buscando acerta-lo. Com sua ruga de
expressão arqueando em surpresa pelo movimento, ele buscou se posicionar
movendo suas perninhas para correr por entre os tiros caiam do alto em sua
direção.
Balançando o
corpo enquanto corria, o cogumelo soltava esporos por baixo do corpo que
preenchia o ar e eram direcionados a Oddish tentado paralisá-la, mas o pokemon
não era afetado pelo movimento. A pokemon broto apenas balançou as folhas em
sua cabeça de um lado para o outro desfazendo o ataque e posando para o
oponente buscando provocá-lo.
“Não acredito
que não sabe que isso não funciona contra pokemons grass” Wally comentou
incrédulo.
“Norman sempre
foi a parte de batalhas da família não eu, e além disso, não deveríamos
conversar ao invés de julgar minhas habilidades? Qual o sentido disso tudo
afinal?!” Isabel perguntou incomodada com a situação.
“Quero que se
sinta como eu! Sei que não gosta de batalhas, mas pelo menos pode entender como
me sinto, me esforcei demais sendo um bom filho e o que eu ganho com isso?!
Oddish agora gire e use Acid pelo campo!” O garoto apontou para o solo montando
sua estratégia.
“O que você
quer dizer com isso?! Shroomish mantenha isso por mim! Corra pelo campo e
acerte-o com Headbut!?” A florista aumentou o tom de sua voz a medida em que
sentiu-se ameaçada pelas palavras do filho.
Oddish saltou
com um giro após flexionar as pernas, no ar, ele rodopiava disparando bolas de
ácido roxas em tons cintilantes estas explodiam sobre o campo manchando-o de
roxo por diversas partes do terreno. Mas assim que caía em direção ao chão viu
Shroomish correndo em sua direção.
“Oddish,
desvie!” Comandou o garoto, mas era tarde, o cogumelo se jogou em sua direção
acertando uma cabeçada na planta a atirando contra o solo com alguns danos.
“Seed Bomb!”
Isabel iniciou abrindo a mão para frente a ofensiva surpreendendo Wally.
“Mega Drain e
desfaça as sementes!” O aspirante a coordenador comandou abrindo as mãos.
Shroomish ao
voltar ao campo, girou sacudindo o corpo, na abertura no topo de sua cabeça um
brilho esverdeado reluziu conforte ele disparava sementes brilhantes e
enfeitiçadas, estas percorriam o campo deixando um rastro brilhante como
misseis na direção da oponente.
“Eu me
esforcei no tratamento, eu estava melhor! O médico mesmo me disse que meu quadro
ficaria estável conforme eu me cuidasse e eu...fiz de tudo para melhorar e
mesmo pedindo...não pude voltar a escola! Não pude continuar e agora olha pra
mim, todos seguiram e só agora eu consegui continuar!” Wally gritou batendo com
o pé sob o chão.
A pokemon em
resposta, concentrou seu poder em suas folhas, estas brilharam em um tom verde
cintilante e Oddish sorriu remexendo o corpo enquanto disparava filamentos
esverdeados buscando drenar a energia dos ataques que rumavam contra si.
Os filamentos
atingiam as sementes em meio ao ar, sugando suas energias e anulando os ataques
antes que a atingissem, o que resultou em explosões de poder natural com
fagulhas verdes estourando por todo o campo e rodeando ambos os pokemons que
aguardavam o próximo comando dos seus treinadores.
“Wally...eu
não imaginei que guardasse tanta mágoa desse período...m-me desculpe!” Isabel
olhou nos olhos do filho que manteve o olhar, algumas lágrimas se formavam no
canto, mas ele não pretendia derramá-las.
“E agora que
eu consegui, você vem e age como se tudo fosse fácil, como se você tivesse me
ajudado desde o princípio e nada tivesse acontecido...é ridículo! Oddish, patine sobre o campo e use
Acid!” Gritou erguendo a mão.
“Shroomish,
cuidado, ela está vindo! Wally você precisa me escutar!” Pediu a mãe, mas o
garoto não lhe deu ouvidos.
Oddish
investiu, passou a percorrer sob o campo enquanto patinava com o ácido sob seus
pés a dando velocidade, ela deu voltas sob o oponente o cercando. Shroomish
tentava ler seus movimentos para prever o momento em que atacaria, no entanto,
ficava tonto com as voltas dela ao redor de si.
Aproveitando a
oportunidade, Oddish sorriu convencida da sua performance e inflou a boca
disparando uma saraivada de bolas de ácido acertando Shroomish em cheio e o
atirando contra o chão com grandes danos. O ácido corroía seu corpo, fazendo o
cogumelo gritar sentindo suas defesas baixando.
“Shroomish!
Acalme-se, você consegue levantar!” Isabel pediu ao parceiro, mas este não
tinha experiência em batalhas.
“MIIISH!”
Sentindo o ardor do ácido contra sua pele fazia com que o Pokémon não conseguisse
se concentrar.
“Wally, você
precisa me ouvir!” Pediu ela com lágrimas nos olhos.
“Eu não vou
escutar nada, estou cansado de escutar todos o tempo todo! Finalize-o com Acid
agora!” Wally gritou contendo todas as lágrimas.
A florista
apenas observou em silêncio quando o pokemon broto pegou impulso no veneno sob
o solo fazendo com que patinasse sobre o chão, com um salto, ela fez chover um
comboio de bolas de arroxeadas brilhantes que explodiram sobre Shroomish. O
pokemon de Isabel gritou de dor ao ser atingido não aguentando os danos e
caindo inconsciente.
“S-Shroomish
está fora de combate, Oddish vence, Isabel é hora de escolher seu próximo
pokemon” Hop comentou para prosseguirem com a batalha.
“Obrigado,
Shroomish, você me fez perceber algo que realmente estive ignorando” Isabel
retornou o pokemon para a pokebola dando um beijo no objeto antes de guarda-lo,
porém ao pegar a capsula de seu último pokemon olhou para Wally que enxergou na
mulher um posicionamento diferente.
O modo como as
íris dos olhos dela incidiam diretamente sobre si, como se pudessem vê-lo por
inteiro o fez duvidar por um instante do que estava fazendo.
“Você está
certo em algumas coisas e sua raiva não é totalmente injusta, mas para a sua
decepção, Wally, você irá me escutar! Roselia, aqui vamos nós!” Em seu tom de
voz, ela ergueu o braço por cima da linha do seu ombro e atirando a pokebola de
sua parceria.
A pokebola
soltou o feixe da dama das flores, Roselia descruzou os braços encarando Wally
do outro lado do campo, Oddish observou a pokemon num misto de curiosidade e
inveja, ela parecia tão contida e confiante de si e isso fazia com que a planta
dançarina se sentisse ameaçada.
Ao voltar o
olhar para Isabel conferiu a expressão séria em seu rosto e então, a pokemon
floral entendeu do que se tratava.
“Mais uma vez
vai impor a sua vontade contra mim?!” Wally perguntou.
“Me desculpe, eu errei com você, talvez não tenha sido...me desculpe, não foi a melhor decisão te privar de tudo que estava acostumado sem explicar nada, estou disposta a melhorar! Roselia use Petal Blizzard!” Isabel ergueu a mão num movimento delicado enquanto tentava vocalizar cada palavra, podendo sentir o gosto amargo das suas decisões ruins em sua garganta.
“Oddish Mega
Drain e absorva a energia dos ataques!” Comandou o garoto enquanto tentava
absorver as palavras.
Roselia
concentrou o poder vegetal nos seus botões, as flores iluminaram-se em um tom
esbranquiçado com degrades de azul, em seguida ela os uniu conjurando um pulso
de vento e disparando de uma vez só a energia que acumulou.
O pulso soprou
uma nevasca de pétalas que se impulsionaram com o movimento.
Oddish ergueu suas folhas atenta ao golpe que rumava contra si e admirando sua beleza, preparando o contra taque, ergueu uma perna pronta para sua dança e ao iniciar seus movimentos disparou filamentos esverdeados da folhagem em sua cabeça buscando absorver o ataque. Porém, eram muitas pétalas para absorver de uma só vez e o vento frio pressionando seu corpo dificultava sua concentração a medida em que a nevasca a cercava.
“O-Oddish!”
Surpresa ao não conseguir se mover pela pressão do movimento, ela foi esmagada
pela imensidão de pétalas que a forçou contra o chão com grandes danos, caída
sob o campo ela ergueu os olhos para olhar a Roselia.
“Porém não
irei aceitar que me trate dessa forma, em nenhum momento eu pretendia acabar
com a sua vida ou lhe causar danos! Você não sabe como foi ver o meu filho
quase falecer, não sabe o que tive de mudar na minha vida por você e o esforço
que fazia todos os dias da floricultura ao hospital para que o seu tratamento
continuasse!” Os olhos dela se mantiveram fixos sob o garoto ao transmitir suas
palavras e para Wally o cenário todo ao redor sumia restando apenas os dois.
De igual pra
igual, agora compartilhavam seus sentimentos.
“Foi a minha
primeira vez passando por uma situação como essa também!” A florista desabafou
permitindo com que suas vulnerabilidades saíssem e encontrou o olhar de seu
filho que absorvia as palavras.
O garoto abriu
a boca, mas não conseguiu pronunciar nenhuma palavra, ele tinha certeza da dor
que sentira naquela época, da falta de ar constante que sentiu naquele momento
de modo que nunca procurou observar a situação por outros olhos: os olhos da
sua mãe que também estivera lá.
“Roselia
Shadow Ball!” Isabel ergueu a mão.
Movendo os
braços de forma graciosa, Roselia balançou seus botões de flores reunindo
sombras do solo até molda-las em uma esfera sombria, a qual conduziu como uma
ginasta de um lado ao outro com rodopios antes de dispara-la contra Oddish, a
pokemon broto não conseguiria fugir do movimento.
Seu último
pensamento fora que um dia gostaria de ser mais graciosa que ela, e então fora
atirada contra o chão inconsciente.
“Obrigada
Oddish pelo seu esforço, eu...” Wally retornou Oddish para a pokebola, porém
fora interrompido por sua mãe.
“Sei que isso
não resolve as coisas! Me desculpe por não ter percebido seus sentimentos
antes! Durante esses dias percebi o quanto você cresceu, a confiança no seu olhar,
você capturou um pokemon! Se esforçou pra entender a Ponyta e falava sobre os
seus sonhos e nada parecido com essas coisas aconteceu nesses 3 anos em que
ficou em casa e percebi...” Uma lágrima escorreu por seu olho enquanto abria as
palavras em seu coração.
Wally sentiu
um arrepio percorrendo suas costas ao escutar as palavras de sua mãe.
“Percebi que
você estava crescendo! E percebi meu erro por te manter em casa com medo do que
podia te acontecer e quis incentivá-lo como forma de ajudar...sei que não é
justo mas é o que posso oferecer, não pense que tudo está acabado para você,
pois eu consigo ver claramente que ainda existe um caminho novo para você” As
palavras de Isabel ressoaram aos ouvidos de o Wally e foi como se ele tivesse
acordado de um sonho ruim.
“Tive medo
naquela época, mal conseguia respirar, tudo era tão complicado e eu pensava o
tempo todo em como iria continuar. Mas mesmo após todo esse tempo continuo com
medo! Estou com medo de que eu não consiga acompanhar os meus amigos, estou com
medo de que tenha passado tempo demais e eu não sirva mais pra conseguir seguir
os meus sonhos!” O garoto admitiu baixando a cabeça e o olhar para os próprios
pés com as bochechas enrubescendo pela confissão.
“Wally, medo é
uma parte natural das coisas, significa que você tem algo com muito significado
para ser simplesmente perdido e que ao mesmo tempo vale o suficiente para
arriscar aprender coisas novas, estarei com você dessa vez, estou com você aqui
e quando você der o seu primeiro passo quero continuar segurando sua mão”
Isabel sorriu enquanto suas palavras alcançavam o garoto que começava a
derramar algumas lágrimas.
“Só me
intrometendo um pouco, eu não estive lá quando isso aconteceu e nem conheci
seus amigos, mas você não precisa se prender a forma como acha que as pessoas
te enxergam, Wally, estamos juntos num contest amanhã e isso é incrível, será o
seu momento e só o que importa é que aproveite ao máximo!” Hop sorriu para ele
e a agonia que sentia em seu peito se estabilizava em seu peito.
“Agora vamos
finalizar a nossa batalha, Roselia está esperando!” Isabel sorriu o desafiando.
“Acho bom que se prepare, Ponyta, eu preciso de você!” O garoto ergueu a pokebola e a atirou sob o campo libertando a unicórnio psíquica que relinchou ao encarar sua oponente.
“Vamos vencer essa batalha, Roselia avante com Petal Blizzard!” A florista comentou sorrindo sentindo seus sentimentos ressoarem por suas palavras enquanto comandava Roselia.
A pokemon verdejante sentiu a conexão, com seus botões reluzindo, eles desabrocharam a medida que ela erguia os braços acima da cabeça e os remexia de um lado ao outro reunindo um pulso de vento. Pétalas surgiram ao seu redor e ela as manipulou num sopro de poder vegetal que disparou contra a unicórnio.
“Agility Ponyta e desvie do movimento!” Wally pensou na emoção que queria transmitir, ele queria aproveitar aquela batalha com a mãe e as ondas ressoaram em direção a Ponyta.
“Poony!” Ela
sentiu os sentimentos de Isabel se estabilizando após expor-se pela primeira
vez, Hop estava tenso com a situação, mas começava a ficar feliz ao vê-los se
reconectando e por fim os sentimentos do seu treinador iluminaram a zona
emocional que enxergava.
Escolhendo
eles, a pokemon iluminou sua crina conforme o poder psíquico percorreu seu
corpo e disparou em uma corrida. Roselia movia os botões reposicionando a
torrente de pétalas esbranquiçadas para perseguir a unicórnio que galopava por
entre as extremidades do campo.
“Faça o
Psychic Shield agora!” Wally gritou erguendo a mão.
Interrompendo
a corrida de súbita, seus cascos rasparam poeira pelo campo enquanto ela erguia
seu chifre iluminado-o ao seu redor. O poder psíquico fluiu ao seu redor
girando enquanto construía uma barreira ao seu redor, firmando-se em quatro
patas, Ponyta formou um círculo ao seu redor bem no momento em que as pétalas
explodiram contra si.
O resultado
foi um brilho arroxeado que se alastrou pelo campo.
“Avance com
Tackle e ataque-a!” O aspirante a coordenador deu um passo a frente.
“Roselia
cuidado!” Pediu sua mãe surpresa com o movimento.
Sem tempo para
reagir, Ponyta disparou com sua corrida por entre os brilhos arroxeados que
iluminavam sua crina, sem dar tempo para a oponente ela a acertou uma placagem
que projetou Roselia para trás do campo deixando um rastro no solo.
“Revide com
Poison Sting!” Isabel pediu.
“Vamos mostrar
os resultados do que treinamentos, Fairy Wind!” Confrontou o garoto.
Sacudindo a cabeça, Roselia buscou Ponyta com o olhar enquanto ergueu sua flor vermelha, esta faiscou tornando-se roxa criando espinho em suas extremidades e os banhando com o veneno que escorria pelo vegetal.
Disparando uma
saraivada de espinhos que percorreram a distância entre as duas, Ponyta
encantou o ar ao seu redor com seu chifre criando uma corrente de vento mágico
que a rodeou, os espinhos entraram em contato com o poder e a disputa de
movimentos resultou em uma explosão levantando uma nuvem de fumaça.
“Nunca pensei
que fosse realmente gostar de uma batalha, então era por isso que o Norman
gostava tanto?! Vamos mostrar a ele Roselia atire Petal Blizzard contra o
chão!” Ela pediu enquanto a fumaça passava.
“Ponyta
cuidado!” Wally pediu surpreso com o movimento.
Reunindo um pulso de vento, Roselia girou em torno do próprio eixo enquanto invocava pétalas azuis as infundiu no movimento, erguendo os botões e em seguida os apontando para baixo de si, disparou o movimento se atirando ao ar pela pressão do movimento que disparou um pulso de vento e pétalas mais concentrado em área.
Ponyta tentou
galopar para a extremidade do campo sendo pega pelo movimento e atirada contra
o chão.
“Deu certo,
mas não era bem o que eu tinha em mente” Sorriu Isabel ao perceber que sua
estratégia não tinha funcionado tão bem quanto previa.
“Ross
Roselia?!” Perguntou confusa a pokemon.
“Levante-se
Ponyta vamos aproveitar que ela está no ar e ataque-a com Confusion!” Wally
gritou apontando para o ar.
“Já que
estamos no alto, vamos aproveitar a vista e use Shadow Ball para revidar!” Sua
mãe entrando na brincadeira levou a mão a boca enquanto gargalhava de Roselia.
Sacudindo a
cabeça, Ponyta colocou-se em quatro patas iluminando seu chifre em tons roxos
formando uma esfera na ponta e disparando um feixe psíquico na direção da
oponente. No ar, Roselia formou uma esfera de sombras escondidas por entre os
botões das suas flores e com um giro enviou o movimento.
Com mais um
choque de poderes, um pulso de vento surgiu fazendo o cabelo e as roupas de
ambos esvoaçarem enquanto eles se encaravam.
“Agility agora
e use Fairy Wind para cerca-la!” Sem descanso o garoto começou a próxima
combinação.
Com seu corpo
encantado pelo poder psíquico, a unicórnio disparou com a velocidade duas vezes
maior, suas patas moviam-se deixando um rastro colorido ao redor enquanto seu
chifre encantava o ar ao seu redor dando ainda mais velocidade a sua corrida e
deixando seus passos soltarem uma poeira encantada.
“JÁ SEI!
Ponyta concentre o Fairy Wind em você e use para impulsionar seu Tackle!” Wally
pediu pensando em uma nova combinação.
“Não vamos
ficar por trás Roselia, prepare seu Petal Blizzard e pare-a agora!” Isabel
comandou sua parceira.
Roselia abriu
os braços deixando escapar pétalas esbranquiçadas que se uniram a uma espiral
de vento disparada dos brotos da pokemon que as impulsionava em uma rajada de
vento e pétalas, enquanto, Ponyta com a velocidade aumentava disparava contra a
pokemon, o fairy Wind criava um rastro brilhante atrás de si iluminando sua
crina.
Seus passos
deixavam marcas de cascos sob o chão que esvoaçavam em poeira pelo Fairy Wind a
fazendo parecer uma etérea, flexionando as patas ela foi ao encontro do
movimento.
As pétalas
dispararam contra si e o vento gélido pressionava seu corpo, mas a unicórnio
não pretendia desistir dessa luta
“Vamos lá,
você consegue!” O garoto de Verdanturf pediu com um sorriso em seu rosto.
“Roselia,
mostre todo o seu poder!” A florista incentivou sua parceira também se
divertindo com o momento.
Ponyta forçou
seus cascos, seu chifre iluminou-se conforme a potencia do vento mágico que a
circundava aumentar e ela avançava. Roselia seguia colocando seu poder vegetal
em busca de impedir sua oponente, mas não era o suficiente.
A unicórnio
psíquica disparou em direção a oponente e a acertou com uma placagem enquanto o
vento feérico envolveu a pokemon vegetal a elevando no ar com grandes danos.
“Finalize com
Confusion!” Com o punho cerrado o garoto comandou.
Com o chifre
iluminado em um tom purpura, Ponyta travou sua mira em Roselia no ar e firmando
suas pernas no chão ela disparou um feixe arroxeado que serpenteou até acertar
a oponente no ar e a atirar ao chão inconsciente.
“Conseguimos,
Ponyta! Nós vencemos!” Wally correu em direção a unicórnio a abraçando.
“Obrigado
Roselia, você lutou muito bem” Sua mãe consolou a parceira que sorriu em
resposta.
“Ross
Roselia!” Disse a pokemon empolgada.
“Eu também
gostei muito de lutar, talvez possamos fazer mais vezes” Concordou a mulher e
retornou a parceira para o descanso.
“Comemore o
suficiente, deixei você vencer para se sentir confiante para amanhã” Brincou
ela enquanto se aproximava do filho com um semblante orgulhoso.
“Me desculpe
por tudo...e obrigado também por todo o esforço” Wally disse por fim antes de
abraça-la.
“Sem querer
interromper o momento lindo de vocês, mas assim aquele lance do jantar ainda
está de pé? Aparentemente ser juiz de uma batalha sentimental pode dar bastante
fome” Hop comentou enquanto o garoto e sua mãe sorriram.
No leito onde
Audino descansava, os resultados do mapeamento de seu pulso continuava estável,
mas havia uma preocupação: A pokemon não manifestava qualquer sinal de que iria
acordar, o que deixava a equipe médica apreensiva.
Isabel havia
ficado na ala dos quartos para os viajantes, enquanto Wally permanecia no
leito, as paredes verdes oliva agora escurecidas pela noite deixavam o cenário
etéreo, com apenas um abajur posicionado na estante como fonte de luz.
As cortinas
balançavam vez ou outra por conta da brisa que se fazia presente, o menino de
Verdanturf vencido pelo cansaço dormia em uma das poltronas com o pescoço
pendendo para a esquerda e a boca aberta. Não percebeu quando faíscas começaram
a estourar ao redor da cama de Audino.
O abajur
passou a piscar, sua luz parecia querer sair de si e faiscava sincronizando com
a essência elétrica que pulsava entre os estalos elétricos como se tudo aquilo,
toda a energia presente naquele espaço se reconhecesse como igual. O peito da pokemon
rosa subia e descia num ritmo compassado e aos poucos adentramos em sua
consciência.
Sua noção de
si não estava naquele lugar, o cômodo para ela não existia, os móveis se
perdiam e a textura do chão ou do lençol que a envolviam não podia ser sentida.
Ao invés disso tudo era um breu que ressoava em um vácuo onde não era possível sentir nem a
presença de si mesma.
Isso em breve
mudaria, primeiro o estalo de consciência, tinha uma mente e seus pensamentos
voltaram a ser formulados num fluxo que percorria aquele espaço, fraco o
suficiente para gerar luz, mas forte para reconhecer os padrões de seu próprio eu e
então: a imagética.
Sua própria forma surgiu naquele breu, seus pés tocavam o chão daquele espaço, mas ainda assim não o sentiam. Seu olhar não conseguia distinguir alterações nas cores escuras daquele local e sua voz não saia e se saía não tinha capacidade para se propagar.
Então ao virar-se de um lado para o outro ela conseguiu ver: uma
faísca elétrica estalando no que parecia ser o centro daquele lugar, o barulho estridente ecoava por aquele local e lhe
soava familiar.
Ao mesmo tempo o som a preenchia de fora para dentro, ressoava em si e estalando pelo fluxos de seus pensamentos como uma corrente elétrica, aos poucos a energia foi acordando a si mesma e passando a iluminar aquela dimensão.
Os tons escuros agora ganhavam contorno de um amarelo vibrante e intenso que se entrelaçava aquela zona, mudando sua textura, seu modo de fluir e o modo de se apresentar, tudo voltava a fluir dentro de si mesma, mas ainda não era o suficiente para o seu despertar.
Notas finais: Algo parece estar acontecendo com Audino, quando será que ela irá despertar?















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eu amo atualizar minha playlist a cada capitulo dessa história! só nesse aqui já adicionei 5 músicas
ResponderExcluirai que capitulo ótimo
quando o wally surta assim a primeira coisa que me vem é meu deus ele surtou do nada? mas não é bem do nada, o wally é um personagem que quando explode, e ele vai explodir, EXPLODE MESMO, e o Naveen realmente parece ter mexido muito com ele, imagino o que possa ter acontecido mas pela postura de ambos acredito que não tenha sido exatamente culpa só de um lado, ou pelo menos não só do Naveen. Fiquei chocado quando ele foi confrontar o Naveen na cara assim, acho que ele normalmente não faria isso, mas ele estava tão alterado aqui, e logo depois com a mãe ele não se segurou também. Mesmo com o Hop ele ainda estava sem paciência e sem conseguir curtir o momento no restaurante onde marina venceu a Scarlet antes de ser abandonada, e adoro MAY E BRENDAN CITADOS.
a ambientação de Mauville está excelente e amei vasculhar alguns cantinhos da cidade e conhecer sua dinâmica e planejamento através de um pichu, gosto de como você retratou a cidade meio como ela é mesmo mas dando seus toques, mauville tentando ser o novo cartão postal de hoenn, as ruas pensadas pra levar a pontos de interesse, os programas culturais como alternativas para não disputar com o comércio que se destaca em Lilycove, isso é mesmo mto legal e todo o "showzinho" do wattson para anunciar o tal programa de acampamento, adorei como você colocou um edital pra isso, minha vida agora é ficar tentando pegar grana de edital pra viabilizar os meus projetos então achei bem divertido mesmo ver algo assim se refletindo aqui
fiquei gag com o wally falando até que a mãe dele tava sendo ridícula podre nojenta calcinha dura e mandando a oddish usar ACID, muito babadeiro, ficou um ótimo embate e eu amooo momentos de batalha assim, acho que são os melhores e mais atmosféricos e marcantes, o que aqui alcançou tbm e deixou várias cenas em holofotes na minha memória, destaque pras performances da oddish e para ponyta e roselia também que soou bem performático, ficou muito bacana, adoro o confusion da ponyta.
mas gosto muito mesmo de batalhas onde eles estão conversando também, o hop deu uma boa sugestão, gosto como em momentos onde a Isabel está vencendo, o wally a ouve, enquanto antes ela estava tentando ser ouvida
muito boa a vitória para o wally e mais um exp né pra essa ponyta virar fada, e gostei dos momentos do wally com o hop, e também da reconciliação com a mãe, com uma nova percepção de ambos sobre o jeito dos dois diante da situação a qual passaram juntos, mas se contendo, o wally sente que o mundo é injusto com ele, não dá para tirar sua razão dada as circunstância dele ter um quadro de câncer, mas acho que as últimas experiências dele principalmente com ponyta o ajudaram a se tirar desse local também de apenas vítima, e passar a ter um olhar mais atento ao todo. tadinho (anagrama para Diantha) dele com isso da escola, muito revoltante mesmo, quebra tudo wally!!!!
por fim os segmentos com audino internada e eu rindo da mulher na cama, arceus seja louvado que os sentimentos vem de cima, mas fico curioso com essa dimensão e o que está acontecendo com audino, será que ela está num plano mais astral e vai descobrir um pouco mais sobre seu poder e o fluxo? talvez ela esteja em coma por causa disso como se fosse uma missão que ela precisar enxergar além dos próprios olhos
me pergunto se tyla haru estará no contest, e aquela menina do começo da história também que o urbain lutou, quero ela de volta
continue eu amei <3